E Todos por Um!

Deixar o "Eu" preponderar sobre o "Nós" pode representar um risco para Startups e empresas tradicionais

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A gestão de uma startup diverge em vários aspectos da de uma empresa convencional e já estabelecida. Porém, apesar das diferenças, ao menos um fator ligado ao capital humano aproxima quaisquer iniciativas empresariais: a força do trabalho em equipe.

Enquanto as empresas convencionais precisam preservar espaços competitivos já conquistados, observando compromissos e protocolos definidos no passado, as startups normalmente desafiam o mercado com modelos revolucionários, disruptando padrões com a determinação de quem não tem nada a perder.

E nesse novo ambiente, onde cotidianamente as empresas tradicionais enfrentam novos paradigmas trazidos ao seu mercado pelas startups, as vantagens de marca, cadeias produtivas estruturadas ou modelos de negócio já consolidados podem ser usados para contrapor a ofensiva da competição. Para isso, a empresa tradicional deve evitar a zona de conforto propiciada pela sua posição de mercado, e também fomentar a criatividade e o desenvolvimento de inovações em sua equipe, criando soluções que melhorem sua competitividade.

Nessa queda-de-braços, o ponto fundamental é a busca pela inovação, e vencerá a empresa cuja oferta for mais atrativa a um mercado cada vez mais dinâmico, exigente e global.

Desse desafio de mercado, percebe-se que as empresas com melhor performance, tanto entre as tradicionais quanto entre as startups, são aquelas que conseguem estabelecer um espírito proativo de equipe, em que o capital humano utiliza com liberdade os conhecimentos individuais e do grupo, e se inspira a pensar global, com diversidade e modernidade. Com isso, essas empresas tem maior probabilidade de construir soluções agradáveis ao mercado atual, e também a novos mercados que puderem desenvolver.

Deixar de lado o “Eu”, e priorizar o “Nós”, pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. Empresas de cultivam a cultura da harmonia baseada em “teamwork”, profissionalismo e deliberação, engajando os indivíduos em equipes na criação de seus planos, tendem a produzir ideias mais consistentes, nas quais o time terá um grau elevado de engajamento e confiança, visto à participação ativa desde a fase de concepção. É um ambiente que fomenta a colaboração, a compreensão e o desejo conjunto de realização.

De fato, a maioria de nós possui, individualmente, o nível de consciência necessário para avaliar cenários e enxergar algumas verdades. Porém, quando isso é feito em time, onde se tem acesso a mais e melhores informações e se pode deliberar com colegas na direção da construção conjunta de soluções e da eliminação de riscos aos planos, a probabilidade de acerto aumenta bastante.

É, portanto, papel dos gestores que desejam liderar seu mercado promover essa cultura da coletividade. Um exemplo é Jim Whitehurst, presidente da RedHat. Para ele, três habilidades adotadas em sua empresa fazem a diferença na construção de equipes inteligentes e efetivas: ouvir proativamente; dar e receber feedbacks honestos; e valorizar as contribuições ao time ao invés de massagens a egos.

Outro exemplo de sucesso é Elon Musk, fundador da Tesla. Segundo Musk, “Talento é extremamente importante. E, como em um esporte, o time com os melhores indivíduos tem boas chances de vitória, mas aí existe um efeito multiplicador de como os jogadores atuam em conjunto e que estratégia de jogo eles aplicam em equipe que pode fazer toda a diferença, seja em direção à vitória, ou à derrota”.

Portanto, seja você parte de uma empresa tradicional, ou de uma startup, promova a coletividade! Afinal, por mais talentoso que um indivíduo possa ser, várias cabeças provavelmente pensarão melhor que uma só!

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